REVOLTA DO RONCO DAS ABELHAS


A Revolta do Ronco da Abelha foi um movimento ocorrido no sertão do Nordeste brasileiro, entre 1851 e 1854, e que não chegou a ter repercussão nacional.

Antecedentes

É importante frisar antes da análise principal da Revolta, a situação em que se encontrava o Nordeste da América Portuguesa no fim do Período Colonial e na primeira metade no Império Brasileiro. Desde o ciclo do ouro o eixo econômico da Império Português voltou-se para o sul da colônia americana, no atual Minas Gerais e o fluxo de escravos vindos da África Portuguesa se dirigia agora com mais intensidade as minas, e algumas vezes os escravos vinham mesmo do Nordeste.

Esta situação constratava com o cenário do primeiro período colonial, aonde através, principalmente do, cultivo da cana-de-açúcar, as pronvícias de Pernambuco e da Bahia representavam, quase que esmagadoramente, o grande centro do ultramar lusitano. Desde as bandeiras paulistas que vendiam índios escravos aos senhores de engenho e eram contratadas para destruir quilombos, até chegou a concentrar os esforços ainda do Império Colonial Holandês durante as invasões.

A Chegada da Corte Portuguesa em 1808 no Rio de Janeiro só polarizou ainda mais o desenvolvimento e a importância para a região sul da colônia, já que agora lá se concentrava, inclusive politicamente, o Império Português, principalmente à partir de 1815 no Congresso de Viena com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve.

A Revolta

Decretos de 18 de Junho de 1851

Com os atencedes é possível perceber que tanto a elite, como a população nordestina, não estavam contentes com o governo colonial, e mesmo com a Independência do Brasil se mostravam igualmente desiludidos com o primeiro reinado do Império Brasileiro. A partir da regência, a elite nordestina foi se conciliando com o Governo Central, deslocando a insatisfação para a população.

O quadro da população livre do nordeste era a uma probreza bastante significativa que não encontrava meios de se manter mediante a mão-de-obra escrava que, no momento, era excedente para a crise econômica que se instalava na região desde o fim do domínio Português.

O grande parte reinado de Pedro II dedicou-se a modernizar o sistema imperial, acreditava-se que o Império Brasileiro era parte da esfera ocidental cristã européia na américa. Um país mais civilizado que seus vizinhos, principalmente por ser uma monarquia contrastando com as dituraduras militares no Prata. Embora na realidade a população, principalmente no nordeste, estivesse bastante longe desta civilidade amejada.

Uma das situações mais arcaícas que se encontrava no Império era a falta de uma estatística populacional, para isso foram feitos os decretos 797 - Censo Geral do Império e o 798 - Registro Civil dos Nascimentos e Óbitos.

O Censo Geral determinava o arrolamento da população para o censo seria realizado no dia 15 de Julho de 1852, com fixação dos editais nas Igrejas Matrizes e anúncios em Jornais em 1º de Julho dequele ano. Mas a realização de um censo não ocorreria sem a criação do registro civil dos nascimentos e óbitos, realizado pelos escrivães do juízos de Paz dos distritos, à partir de 1º de Janeiro de 1852.

Movimento armado

Uma das leis de modernização seria o decreton a do registro civil.

A revolta aconteceu a partir do momento em que o Governo Imperial resolvia adotar novas práticas em busca de uma modernização do país.

 

 

 

 

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