REVOLTA DO QUEBRA-QUILOS

A revolta do Quebra-Quilos, em fins de 1874 a meados de 1875, por sua conotação popular, preocupou as autoridades provinciais de forma mais incisiva. Afinal, vilas inteiras do Nordeste rebelaram-se contra a implantação de um novo sistema métrico, saqueando feiras e destruindo pesos e medidas do comércio. Os pesos e medidas eram alugados ou comprados à Câmara Municipal, que cobrava ainda por sua aferição. Os consumidores, já penalizados por uma crise econômica e social, desconfiavam que estavam sendo enganados, pois não conseguiam conferir as quantidades nem os preços das mercadorias, que se elevaram pela inclusão do custo do aluguel ou compra dos pesos utilizados nas balanças e dos novos impostos adotados.Um dos impostos que provocaram a ira dos revoltosos foi o chamado "imposto do chão", cobrado àqueles que expunham suas mercadorias no chão da feira. Na verdade, não podemos reduzir essa sedição somente à insatisfação contra a imposição do novo sistema de mensuração das mercadorias. O Quebra-Quilos foi a gota d’água entornada no caldeirão de novos impostos e novas regras de recrutamento - dizia-se na época que não escapariam do "voluntariado" militar nem as pessoas de posses. Por essas razões, juntavam-se na mesma turba de revoltosos, comerciantes, elementos da camada proprietária, pequenos agricultores que vendiam sua produção semanalmente na feira e consumidores atingidos com a elevação de preços dos produtos. No Rio Grande do Norte, das 13 vilas rebeladas, cinco eram do Seridó: Acari, Currais Novos, Flores, Jardim e Príncipe. A repressão foi bem sucedida, "foram enviadas forças militares que conseguiram, sem esforço maior, a pacificação pública"

 

 

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